Expectativa de Queda no Valor dos Imóveis em 2016

A expectativa do último Boletim FipeZap – relatório de análise do mercado imobiliário divulgado a cada 3 meses pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) e pelo classificado de imóveis on-line Zap Imóveis – é de que o preço do metro quadrado dos imóveis anunciados para venda no Brasil irá registrar uma queda de 4,8% em junho de 2016 na variação acumulada nos últimos 12 meses.

Queda nos imóveis em 2016

A partir disso, Eduardo Zylberstajn, coordenador do Índice FipeZap e economista da FIPE diz que “com a queda real de 5% nesse ano, os preços retornaram ao patamar de 2013. Como esperamos uma queda nominal de 4,5% no meio de 2016, e a inflação para os próximos 12 meses está estimada em 5,65%, nesse intervalo teremos uma queda real de quase 10%. Assim, o Índice FipeZap vai devolver todo o ganho que teve de 2012 para cá até o meio de 2016, voltando aos níveis de 2011”.

As sugestões do Boletim FipeZap trabalham com a hipotética relação de que as variáveis no passado se manterão no futuro. Por isso, é uma possibilidade simplificada do cenário, já que podem ocorrer mudanças na estrutura do mercado imobiliário e modificar a tendência analisada.

Crise no Mercado

Alguns motivos, segundo o Boletim FipeZap, para a queda nominal em 2016 são: o crédito imobiliário está mais limitado, a quantidade de imóveis novos ainda não mostrou sinais de redução, a massa salarial está caindo e os juros reais estão em alta.

O crescimento da taxa de desemprego já seria motivo suficiente para influenciar o aumento dos preços; com as limitações no empréstimo de crédito pelos bancos, essa tendência é maior ainda, segundo o relatório.

“A queda na atividade, a rápida deterioração do mercado de trabalho e a piora nas condições de financiamento alimentam as preocupações com a saúde e sustentabilidade do mercado imobiliário”, afirma o relatório.

Mercado Imobiliário Brasileiro

A redução no limite dos percentuais de financiamento dos imóveis usados pelo principal agente de crédito imobiliário do mercado – A Caixa Econômica Federal – é umas das principais restrições de crédito. Há alguns meses, o banco só libera financiamentos para imóveis usados para compradores que possuírem pelo menos 50% do valor do imóvel para entrada.

Essas restrições devem-se a diminuição de depósitos realizados na poupança – principal fonte para os financiamentos imobiliários do Brasil. Especialistas afirmam que a poupança ainda levará alguns anos para voltar a ter a mesma quantidade de depósitos que possuía antes da crise, pois os investidores que sacaram as economias por motivos de dívidas ou despesa extras, não devem conseguir tão cedo poupar o mesmo volume de dinheiro.

Segundo o informativo FipeZap, a necessidade de encontrar outras fontes de recurso para os financiamentos é grande.

Imagens: Inside Intelligent Investors e Paranych

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